| 28/11/2007 - Gastança no Governo Federal
Senadores criticam alta carga tributária e gastança do governo
Brasília (27 de novembro) - Durante a primeira sessão de discussões no plenário do Senado da PEC 89/07, que prorroga a vigência da CPMF até 2011, senadores do PSDB criticaram a gastança do governo Lula e a resistência do Planalto em reduzir a carga tributária. "Quem é austero não gasta nos palitos, mas prioriza realmente a educação, a saúde e o enfrentamento dos principais problemas do país", criticou o líder Arthur Virgílio (AM).
CUMPRIMENTO DE PRAZOS
O debate sobre o tema começou após a oposição ter costurado acordo para interromper a obstrução e votar as matérias que trancavam a pauta. A renovação do tributo precisa ser discutida em plenário por cinco sessões antes de voltar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O tucano condenou o fato de o Planalto alardear que não pode prescindir dos R$ 40 bilhões oriundos do tributo, que supostamente seriam aplicados na Saúde mas acabam desviados para gastos supérfluos do governo. O líder cobrou ainda o cumprimento dos prazos para a tramitação da matéria e o voto consciente dos senadores. "O PSDB é a favor de que se discuta essa matéria aqui, na CCJ e de que se cumpram os prazos regimentais estritamente, para que no momento próprio esta Casa não alegue estar despreparada para votar uma matéria de suma importância. Que o Senado vote com consciência", afirmou.
Já o senador Marconi Perillo (GO) destacou os prejuízos advindos da excessiva carga tributária brasileira."O governo insiste em manter o Brasil no patamar de um dos países com mais baixa competitividade no mundo, por conta de uma carga tributária excessiva, na ordem de quase 40% em relação ao PIB. Isso inibe a nossa economia, a nossa produção primária, industrial e de serviços", apontou. "A população brasileira não pode mais ser taxada com impostos. Hoje já são quase R$ 800 bilhões, um número astronômico que sai do bolso de cada brasileiro, pobre ou rico", condenou Mário Couto (PA).
Fonte: Agência Tucana |